Segurança Rodoviária para Todos

21:20

Hoje o assunto é sério!

Tirei a carta aos 20 anos, mas só este ano comecei a conduzir assiduamente. Nunca foi uma atividade que me despertasse interesse e faço-o por necessidade para me deslocar para o trabalho e porque se tornaria impraticável usar os transportes públicos, quer em termos de tempo quer em termos de orçamento.

Como peão (desculpem, não me soa nada bem o feminino desta palavra) sempre tive muito cuidado ao andar na rua. Mesmo quando adolescente, sei que não cometi grandes exageros e fico chocada com algumas atitudes desta faixa etária no que à segurança rodoviária diz respeito. Brincadeiras no meio da estrada, que os põem em perigo constante.

Mas se olharmos para os adultos, também apresentam alguns comportamentos de risco. Ainda há dias foi por um triz que não apanhei uma senhora que saiu não sei bem de onde e correu passadeira fora. Deitou as mãos à cabeça quando se apercebeu da asneirada que fez.

Enquanto peão, preocupa-me que me atinja um condutor inexperiente, distraído ou alcoolizado. Nunca atravesso a passadeira sem que o carro esteja completamente imobilizado e tento tudo por tudo para não atravessar fora da passadeira. Quando saio do autocarro tenho especial atenção aos carros que circulam na faixa contrária.

Enquanto condutora, os papeis invertem-se. Tenho um medo abismal de vir a magoar alguém. Não falo de culpa ou responsabilidade. Falo de pôr em causa a qualidade de vida dos outros.

Aqui deixo alguns dos comportamentos/situações que vejo todos os dias e que me fazem imensa confusão e apelo para que quem me lê tome especial cuidado:

  • Adultos que trazem pela mão crianças do lado da estrada: as crianças têm comportamentos estranhos e inesperados e num segundo estão debaixo de um carro. 

  • Adultos que param os seus carros na passadeira em frente à escola e vêm os seus filhos atravessarem a mesma a correr: nas últimas duas semanas por três vezes vi uma senhora (decorei a matrícula) deixar a sua criança antes da passadeira junto à escola. Das três vezes, a criança atravessou a passadeira a correr, pondo-se em risco. É sinal de que não foi chamada à atenção para não o fazer.
 
  • Semáforos que se encontram desligados na hora de maior afluência de crianças: perto das 8:15h e 18:30h passo mesmo em frente a uma escola básica e vejo grande movimento de alunos na passadeira. E adivinhem? Essa passadeira é servida de semáforos que nessas horas estão desligados. Não consigo entender.
 
  • Pessoas (adolescentes, adultos, eu própria) que usam auscultadores enquanto andam na rua: não o devemos fazer porque simplesmente não ouvimos o que nos rodeia e eu já tenho feito um esforço para erradicar este meu comportamento. 
 
  • Condutores que teimam em entrar pelo sentido proibido: esta é para os meus queridos vizinhos (sei que alguns lêem o que escrevo). Para "cortarem caminho" seguem numa rua em que tem um proibido. O problema seria apenas deles caso os passeios não estivessem ocupados com carros e os peões confiassem nesse sinal para andar mais à vontade na estrada, tendo apenas atenção aos peões que circulam legalmente.

Nem tudo é mau e, desde que anoitece cedo, dei conta de que ainda à pessoas com consciência e, por este motivo, venho agradecer a duas pessoas que encontro quase todos os dias na estrada:
  • Ao senhor que traz consigo uma lanterna na curva que tem areia, muito obrigada!
 
  • À senhora que às 18:25h passa junto ao cemitério e que traz uma tira refletora no braço, muito obrigada! 
Estas duas pessoas, que não conheço, facilitam-me a condução. Principalmente porque passo por elas em locais de pouca visibilidade e com muito pouca luz.

Estas são algumas das minhas preocupações e que me têm feito refletir sobre os meus atos e tentar fazer mais e melhor não só pela minha segurança, mas também pela segurança dos outros.


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